Mudanças na previdência devem afetar milhares de trabalhadores

Com a reforma da previdência que esta sendo aprovada o brasil vai passar por grandes mudanças, o brasileiros vai precisar trabalhar mais para poder se aposentar, se adequando a uma nova previdência, ficando mais parecidas como funciona em países do primeiro mundo.

Com a reforma o governo pretende economizar bilhões em 10 anos que pode significar uma retroação nas contas da previdência que estava entrando em colapso com o envelhecimento da população, e precisando desenbolsar mais do que recebe.

Governo Economista e a Reforma da Previdência

O aumento da expectativa de vida, a redução da taxa de natalidade e a entrada cada vez mais tardia dos jovens no mercado de trabalho são alguns dos fatores que explicam por que o INSS tem hoje um modelo atuarial insustentável. A nova regra para aposentadoria vem para se alinhar a esse novo cenário social.

Em 2015, 25% dos casais já optavam por não ter filhos. Ao mesmo tempo, a maior longevidade da população (cuja expectativa de vida pode chegar perto de 83 anos em 2040) e as regras mais maleáveis de aposentadoria impõem ao Estado uma carga orçamentária extremamente onerosa, já que há cada vez menos trabalhadores sustentando um volume cada vez maior de aposentados.

As alíquotas de contribuição continuarão sem alteração, mesmo a tabela INSS 200 atualizada, por isso não altera o valor.

A idade média de aposentadoria do brasileiro é, hoje, 55,6 anos para homens e 52,8 anos para mulheres. Esse fator, somado à elevação da expectativa de vida (que aumentou mais de 30 anos desde meados de 1940), resultou em uma duração média dos benefícios de cerca de 21 anos (era de 14,7 há menos de duas décadas). É óbvio que essa conta não fechará sem mudanças nas regras.

COMO SERÁ A TRANSIÇÃO

Para fazer valer a Reforma da Previdência, há uma regra de transição para os contribuintes do INSS e servidores públicos.

Caso a proposta seja aprovada, as mulheres poderão se aposentar a partir dos 53 anos, e os homens, dos 55.

Entretanto, a cada dois anos, a partir de 2020, essa idade necessária será acrescida em um ano, até atingir 62 anos para elas e 65 para eles, em 2038.

Outra regra da transição diz respeito ao “pedágio” de 30% que o trabalhador precisará pagar sobre o tempo que faltar para se aposentar.

E tem mais: para se aposentar com 100% do benefício, os trabalhadores devem contribuir por, pelo menos, 40 anos.

PROFESSORES (UNIÃO E REDE PRIVADA)

Atualmente, o professor que comprove exclusivamente tempo de efetivo exercício no magistério da educação infantil, nível fundamental ou médio pode se aposentar com 5 anos a menos do que os demais trabalhadores (55 anos de idade e 30 de contribuição, se homem, e 50 anos de idade e 25 anos de contribuição, se mulher).

As novas regras da aposentadoria para professores elevam em 5 anos a idade mínima: a exigência será de 60 anos (homens) e 55 anos (mulheres), com 25 anos de contribuição para ambos os gêneros. Lembrando que essa nova sistemática vale apenas para quem não se encaixa na regra de transição.

Quando começam a valer as novas regras para aposentadoria

As novas regras começam a valer assim que a reforma for promulgada pelo Congresso. Como é uma mudança na Constituição, o texto – após aprovado por deputados e senadores – não é sancionado pelo presidente, mas sim promulgado pelo Congresso Nacional. Segundo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), a promulgação será feita em dez dias, com a presença do presidente Bolsonaro. Até a promulgação, as regras que valem são as atuais, mesmo o texto tendo sido já aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

Se tiver alguma duvida pode ligar no telefone INSS para esclarecer como e quando poderá se aposentar, ou mesmo marcar uma visita a previdência social.

cálculo das aposentadorias

O valor da aposentadoria será calculado com base na média de todo o histórico de contribuições do trabalhador (não descartando as 20% mais baixas, como é feito atualmente). Ao atingir o tempo mínimo de contribuição (15 anos para mulheres e 20 anos para homens), os trabalhadores do regime do INSS terão direito a 60% do valor do benefício integral, com o porcentual subindo 2 pontos para cada ano a mais de contribuição. As mulheres terão direito a 100% do benefício quando somarem 35 anos de contribuição. Já os homens só terão direito a 100% do benefício quando tiverem 40 anos de contribuição.

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